Por Eric Filardi
O Palmeiras vive uma era dourada no mercado de transferências, resultado de um projeto sólido iniciado há dez anos, ainda na gestão de Paulo Nobre. De acordo com o jornalista Paulo Vinicius Coelho (PVC) no programa Finanças do Esporte, o clube arrecadou impressionantes R$ 3,7 bilhões nesse período, apenas com a venda de atletas revelada na base para o exterior. Esse desempenho financeiro reflete a competência das gestões seguintes de Maurício Galiotte e Leila Pereira , que potencializaram o modelo de formação e comercialização de talentos.
O marco inicial dessa trajetória foi a venda de Gabriel Jesus ao Manchester City, em 2016, por 32,5 milhões de euros (cerca de R$ 200 milhões na cotação atual). Desde então, o clube acumulou transferências estratégicas, como a recente negociação do zagueiro Vítor Reis, por 35 milhões de euros (R$ 215 milhões).
Entre os grandes trunfos recentes estão as transferências de Endrick , vendido ao Real Madrid por 72 milhões de euros (R$ 465 milhões na cotação atual), e de Estêvão, negociado com o Chelsea por 61,5 milhões de euros (R$ 309 milhões ). Essas negociações foram feitas Palmeiras no topo das vendas mais caras do futebol brasileiro, ao lado de nomes como Neymar (Santos-Barcelona), Vinícius Júnior (Flamengo-Real Madrid) e Vitor Roque (Athletico-Barcelona).
Os valores expressivos não apenas consolidam o Verdão como referência em gestão esportiva, mas também reforçam a importância de uma base forte no equilíbrio financeiro do clube. Desde 2022, o Palmeiras já arrecadou mais de R$ 1 bilhão somente com as “Crias da Academia”.
Se as vendas de Endrick e Estêvão chamam atenção pelas cifras astronômicas, o Palmeiras também se destaca pela consistência em negociações de outros atletas. Em 2024, por exemplo, o meio-atacante Luis Guilherme foi vendido ao West Ham por 23 milhões de euros, além de 7 milhões de euros em bônus. Já o volante Danilo, transferido em 2023 para o Nottingham Forest, rendeu 20 milhões de euros.
O clube também negociou outros jovens promissores, como Artur, que foi para o Zenit por 15 milhões de euros mais bônus, e Kevin, vendido ao Shakhtar Donetsk por 12 milhões de euros. Essas movimentações mostram que o Palmeiras conseguiu manter um fluxo constante de receitas, mesmo quando os valores individuais são mais baixos.
A eficiência palmeirense no mercado não é fruto do acaso. O sucesso nas transferências decorre de um modelo estruturado, que alia investimentos nas categorias de base a um forte trabalho de prospecção e valorização de talentos. Além disso, o clube poderia usar as receitas provenientes das vendas para reinvestir no elenco e na infraestrutura, garantindo competitividade dentro e fora de campo.
31/03/2025
31/03/2025
31/03/2025
31/03/2025
31/03/2025
31/03/2025
31/03/2025
31/03/2025
31/03/2025
31/03/2025
31/03/2025
30/03/2025
30/03/2025
30/03/2025
30/03/2025
30/03/2025
30/03/2025
30/03/2025